Nunca o nosso país foi tão pequeno, tão apertado e sufocante. Olhar por cima da multidão parece impossível. O numero de vagas existentes nas universidades públicas, são demasiadas para o numero de postos de trabalho que existem, e não existe nenhuma adequação do numero de vagas por curso ao numero de profissionais que o mercado exige. Caminhamos rapidamente para um modelo de formação em série, em que se valoriza a quantidade a baixo custo acima da qualidade. E uma vez fora das universidades, os recém licenciados lutam por um espaço em que a única premissa é o preço do trabalho que realizam e não a sua qualidade.
No ano passado formaram-se cerca da 3000 arquitectos, e no entanto, todos os anos aumentam as vagas nas universidades. Não só há cursos de arquitectura a mais, como cada curso tem demasiadas vagas. A discussão do trabalho de arquitectura vai centrar-se no preço que cada arquitecto consegue fazer e não nas capacidades que tem, e na qualidade do trabalho que produz.

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